Saiba distinguir entre vespa asiática, vespa-do-papel amerela e Abelha.

Há mais de 25 000 espécies de abelhas conhecidas em sete famílias biológicas reconhecidas. Podem ser encontradas em todos os continentes (exceto na Antártida), em todos os habitats do planeta onde existam plantas de flores polinizadas por insetos.

Saiba distinguir entre vespa asiática, vespa do papel amerela e Abelha.

Existem abelhas que vivem socialmente em colónias e também existem abelhas solitárias, ambas importantíssimas para o equilíbrio ambiental, para o ecossitema e para o planeta.

Quem vive o mundo das Abelhas tal como nós – Beesweet, provavelmente consegue distinguir algumas espécies de insectos como a abelha (apis melifera), a vespa do papel amarela, a vespa asiática (velutina) a Bombus terrestris, entre outros.

No entanto, para o público em geral, muitas vezes, torna-se difícil conseguir diferenciar entre estas espécies e perceber de que forma devemos agir quando surgem nos nossos jardins ou varandas de casa.

O objetivo deste artigo é explicar de forma sussinta a diferença entre estas espécies, e como devemos agir, no caso de surgirem em grupo.

Abelha melífera: é um insecto com 12 a 13 mm, com tórax coberto de pelos, e patas traseiras largas, adaptadas ao transporte de pólen.

É uma espécie social, ou seja, vive em colónias, em que todos os indivíduos são filhos da mesma abelha rainha. As obreiras são fêmeas estéreis e podem desempenhar diferentes funções na colmeia, como alimentar larvas, produzir própolis ou cera de abelha ou recolher pólen e néctar, originando o mel.

Em Portugal pode-se observar em todo o território, durante todo o ano. Têm preferência por prados floridos.

A abelha Apis melifera é a única espécie que produz mel a partir do néctar das flores, que transporta para a colmeia.

Uma colmeia de melíferas pode ter em média 70 mil abelhas, que se dividem em três classes: as operárias, que providenciam a alimentação, a rainha que pões ovos e o zangão, que fecunda a rainha.

É um dos insetos mais importantes para o homem e para o planeta, pois os seus produtos são de grande utilidade como o mel, o própolis, a geléia real e a cera de abelha.

Para além disso, promovem o importante e fundamental papel na reprodução das plantas, através da polinização.

Muitas plantas não existiriam sem a presença das abelhas melíferas.

O que fazer quando avistar um enxame de abelhas:

As abelhas não são agressivas e só atacam para se defenderem de ameaças à colmeia. A sua arma é o ferrão e ao picar, injetam uma pequena porção de veneno (apitoxina).

Textos chineses datados de 2.000 anos, assim como Hipócrates e Galeno (129 – 199 d.C), escreveram sobre tratamentos com produtos da colmeia. O veneno da abelha contém mais de 40 substâncias ativas, muitas das quais têm efeitos fisiológicos. O composto mais abundante é um agente anti-inflamatório chamado melitina, que faz com que o corpo produza cortisol (sem efeitos secundários), que é um agente do próprio do corpo no processo de cura. Isso significa que a melitina pode retardar a inflamação do corpo.

Ao avistar um enxame de abelhas, deve afastar do local pessoas e animais. Depois, deve pedir a ajuda de um profissional. Caso conheça algum apicultor (são profissionais com equipamentos de segurança adequados), este saberá como agir e retirar o enxame desse local, fazendo a transumância para outro sitio seguro para todos e também para elas – abelhas.

Não tente dizimar o enxame. As abelhas, são os seres polinizadores por excelência. A polinização é de grande importância para a produção dos alimentos, já que é graças à polinização pelas abelhas, que há formação de novas plantas, frutos e sementes.

Cerca de 75% de todos os alimentos existentes, existem, graças à polinização pelas abelhas. Dessa forma, estes insetos são essenciais para a biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas e para a continuação da espécie humana no planeta.

 O que fazer, no caso extremo de ser perseguido por um enxame de abelhas, segundo a Proteção Civil:

  • Afaste-se da colmeia o mais rápido e sem fazer barulho;
  • Corra em zigue-zague, e refugie-se dentro de casa fechando portas e janelas;
  • Se estiver perto de uma lagoa, piscina ou rio, mergulhe;
  • Se for ajudar alguém, certifique-se que está protegido (equipado);
  • Caso a pessoa seja alérgica à picada das abelhas, deve deslocar-se de imediato ao hospital e explicar a sua condição.Para as pessoas não alérgicas, a picada provoca dor e inchaço no local e, nesses casos, pode-se usar um antisséptico no local e aplicação de gelo para diminuir o inchaço e aliviar a dor. As pomadas para picada de inseto também ajudam, mas a aplicação de gelo é primordial.

Lembre-se sempre da importância destes insetos para a sobrevivência na terra e jamais extermine as abelhas!

Muitas vezes acontece o aparecimento de um enxame provisóro num local. Isto deve-se a que as Abelhas, a pedido da sua rainha estão à procura de um novo local para construir a sua colmeia. Isto pode acontecer por vário motivos entre eles: fogos, falta de alimento no local onde se encontravam, o surgimento de uma nova rainha (princesa), falta de espaço na anterior colmeia … enfim … devemos respeitar e ajudar esta especie, no sentido em que apenas está a lutar pela sua sobrevivência.

 

Vespa Asiática: também conhecida por Vespa Velutina, é uma espécie exótica invasora oriunda do sudeste asiático, introduzida na Europa (França) em 2004 e que chegou ao norte de Portugal em 2011.

De fevereiro a maio surgem as novas colónias (1 fundadora dá origem a 1 colónia) e entre junho e novembro regista-se a maior pressão das vespas sobre as abelhas, actividade que se associa ao crescimento dos ninhos/vespeiros. Durante o Inverno as fundadoras hibernam fora do ninho, em árvores, rochas ou mesmo no solo. Enquanto as fundadoras podem ter uma longevidade de 1 ano, as obreiras vivem entre 30 e 55 dias.

Cada ninho pode albergar cerca de 2000 vespas e 150 fundadoras.

Na primavera, as rainhas fundadoras elaboram ninhos primários, esféricos, de pequenas dimensões (entre 5 e 10 cm de diâmetro).

No verão, a colónia elabora e amplia o ninho definitivo, que atinge grandes dimensões (até 80 cm de altura e 60 cm de diâmetro) e uma forma de pêra.

A destruição parcial dos ninhos, sem apoio de um profissional da Proteção Civil, é um perigo para a segurança pública e pode originar novos ninhos secundários.

Impactos da presença da Vespa Asiática:

  • na apicultura – por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas – (alimentam-se das abelhas);
  • para a segurança pública – no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros.

O que fazer quando encontra um ninho de vespas asiáticas:

Contactar de imediato a Câmara Municipal da sua área de residência ou os Bombeiros. Ambas as entidades, estão preparadas para dar o seguimento do plano de ação, para a eliminação do ninho.

Atualmente (2023), os serviços da Proteção Civil (contactar a Câmara Municipal), são céleres na resolução deste problema.

Procedimento:

O profissional, com competência e formação na área, irá deslocar-se ao local, devidamente equipado e protegido.

Terá consigo um produto próprio, que administrará à distância e com segurança, diretamente no ninho. Esse produto terá de ficar entre 2 a 3 semanas dentro do ninho das vespas. Não pode de forma alguma, durante esse processo, mexer ou retirar o ninho. Passado esse tempo, caso não aviste mais vespas, pode então retirar o ninho e descartá-lo. Caso tenha alguma dúvida sobre este processo, deve sempre contactar os serviços da Proteção Civil, do seu Município.

A ferramenta STOPvespa apoia a monitorização da distribuição e da expansão da vespa asiática, através da geolocalização online de avistamentos e de ninhos num servidor de mapas.

 

Vespas-do-papel: são vespas famosas por construir ninhos-de-papel resistentes à água, utilizando fibras de madeira ou caules de plantas mortas, que misturando com a sua saliva, origina um material acinzentado ou acastanhado, com textura semelhante a papel.

Possuem cerca de 1,8cm a 2,5cm de comprimento e constroem os seus ninhos a “céu aberto”, preso por um caule ou âncora num ramo de árvore, abrigadas, junto aos telhados das casas, buracos de muros altos, por vezes até em estendáis.

Na primavera a rainha mastiga pedaços de madeira para construir o ninho, que adquire uma consistência característica, semelhante a papel.

A vespa do papel, tem faixas amarelo vivo que contrastam com o preto, no seu tórax e abdômen.

No final do verão a rainha coloca ovos que vão originar vespas macho e futuras rainhas. Estas são únicas que sobrevivem ao inverno, originando novas colónias na primavera seguinte.

Impactos da presença da Vespa do pepel amarela:

Em Portugal é uma espécie comum, com ampla distribuição por todo o território nacional.

As vespas adultas alimentam-se de néctar de flores, apesar de caçarem outros insectos para alimentarem as larvas da colónia.

As Abelhas apís melifera, lidam bem com esta espécie, conseguindo até, na maioria das vezes ao lutar, vencer a vespa do papel. Assim, no ecossistema, vivem num equilibrio de forças e de “auto respeito”.

O que fazer quando encontra um ninho de vespas do papel amarela:

Caso nos deperemos com um ninho pequeno de vespa do papel amarela (geralmente fazem ninhos pequenos), e o mesmo não se encontre perto de um acesso ou local de passagem, o melhor é ignorar. Pois se se sentirem ameaçadas, vão atacar e picar.

Caso seja um ninho grande e num local de passagem ou acesso de pessoas, o melhor é chamar a Proteção Civil, contactando o Município da sua zona de residência.

Esperamos que este artigo, contribua para enriquecer o seu conhecimento sobre estes insetos. Também nós, seres humanos temos um papel a desempenhar, no que toca à forma de proceder perante estes seres.

Caso este artigo lhe suscite qualquer duvida, pode contactar-nos através do seguinte email: [email protected]

 

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